sábado, 7 de fevereiro de 2015

Outra Terra no Universo!

Desde a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela similar ao Sol, em 1995, a humanidade estava à espera deste anúncio. Finalmente ele chegou, com toda pompa e circunstância, num artigo publicado no periódico científico “Science”: encontramos um planeta praticamente idêntico à Terra em porte orbitando outra estrela numa região que o torna capaz de abrigar água líquida — e vida — em sua superfície.
Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água em estado líquido
Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água
O anúncio foi feito na tarde de hoje numa entrevista coletiva conduzida pela Nasa (uma reportagem mais completa sobre o achado, produzida por este escriba, está nas páginas da Folha ). O planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.
A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.
Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta . Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!
Trata-se de um momento histórico. A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.
Nosso planeta está prestes a ganhar muitas companhias.

Fonte:http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/04/17/momento-historico-encontramos-outra-terra-no-universo/

30 CURIOSIDADES SOBRE ASTRONOMIA



A cada hora, o universo se expande 1,6 bilhões de quilômetros (um bilhão de quilômetros em cada direção).

Parte da interferência na sua TV se deve as ondas do Big Bang que gerou o universo.

Aliás, veja só que interessante: se dermos um sumiço nos átomos, seres vivos, planetas, constelações, galáxias, tudo, tudinho mesmo, o universo continuará pesando três quartos do que pesava antes – ou seja, restarão 73% da sua massa original.

Planetas, constelações e galáxias formam apenas 4% do universo. O resto é feito de matéria escura, um tipo estranho de matéria sobre a qual os cientistas não sabem nada.

A nossa galáxia, chamada Via Láctea, tem cerca de 200 bilhões de estrelas, embora alguns astronômos acreditem que sejam bem mais do que isso.

A galáxia mais próxima da Via Láctea é Andrômeda, também chamada de M31, localizada a dois mihões de ano-luz de distância.

A Via Láctea e a galáxia de Andrômeda fazem parte do mesmo aglomerado galáctico, o Grupo Local, com 30 membros. Segundo os astrônomos, Via Láctea e Andrômeda não só se chocarão formando uma só galáxia, como viajam pelo espaço na direção do aglomerado de Virgem, formado por centenas de outras galáxias.

Em uma noite de céu aberto podemos enxergar cerca de 2.500 estrelas.

As constelações mais conhecidas no Brasil são a Cruzeiro do Sul e Órion. A constelação de Órion é, em parte, formada por 3 estrelas alinhadas denominadas As Três Marias. Para os gregos antigos, elas representavam o Cinturão de Órion.

A luz que vem do sol demora cerca de 8 minutos para chegar a Terra. Pode parecer estranho, mas a luz de muitas estrelas levam milhares anos para chegar até aqui. Se uma estrela que fica a 15.000 mil ano-luz explodir nesse momento, o evento só sera visto da Terra daqui a 15.000 mil anos.

A terra gira à 1.600 km/h, mas viaja em sua órbita ao redor do sol a mais de 107.000 km/h.

A Terra não é exatamente uma esfera.

Peso da Terra: 5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas.

A Lua se afasta da Terra a uma velocidade um a três centímetros por ano e três metros por século.

O Sol é 330.000 vezes maior que a Terra. Aliás, você sabia que o Sol possui 99,9% de toda a matéria do Sistema Solar?

Júpiter é duas vezes maior do que todos os outros planetas, satélites, asteróides e cometas do Sistema Solar juntos.

O planeta do Sistema Solar com o maior número de luas é Júpiter, com 63. O segundo lugar fica com Saturno, com 34 luas.

Existem cinco planetas-anões no nosso Sistema Solar: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris. Alguns cientistas, no entanto, suspeitam que esse número seja bem maior.

A temperatura da Lua pode chegar a 100º C durante o dia lunar e -175º C à noite.

A estrela mais luminosa da Via Láctea é Eta Carinae, que emite cinco milhões de vezes mais energia que o Sol.

Já a estrela mais brilhante descoberta pelo ser humano é a supernova SN1987A, da galáxia Grande Nuvem de Magalhães. Sua luminosidade é maior do que a da sua própria galáxia.

A constelação do Cruzeiro do Sul é formada por 54 estrelas; porém, somente cinco são visíveis a olho nú.

Os cientistas não sabem precisar quantas galáxias existem no Universo, mas calculam que seja algo em torno de 100 bilhões. O número de estrelas varia de galáxia para galáxia, ficando entre 100 bilhões e três trihões de astros.

Existem vários sistemas de identificação de astros. Os mais usados são o sistema Messier (M) e o Novo Catálogo Geral de Nebulosas e Aglomerados de Estrelas (NGC). Muitas galáxias são identificadas pelo dois sistemas. Um exemplo é Andrômeda, que é identificada como M 31 e NGC 224.

Galáxias são sistemas formados por poeira, gases e estrelas, unidas por sua prórpia gravidade. Existem diversos tipos de galáxias: espirais (como a Via Láctea na imagem acima), elípticas, barradas e irregulars.

Nebulosas são corpos celestes formados por gases e poeira, nas quais nascem as estrelas. Ganhou esse nome por serem parecidas com nuvens. As nebulosas mais conhecidas são a de Água, Órion, Bumerangue, Olho de Gato e Tarântula.

Estrelas de nêutrons são corpos supercompatos, ultramassivos, que giram muito rápido e possuem gravidade extremamente alta. São formadas quando estrelas com massa oito vezes maior que a do Sol esgotam sua energia nuclear.

Anã branca é a fase final de uma estrela, depois que ela desprendeu suas camadas externas, restando apenas o núcleo. São corpos pequenos, com matéria densa e quente, além de brilho intenso.

Buracos negros são estrelas pesadas, que entraram em colapso. Sua gravidade é tão intense que afeta o espaço em volta e atrai a própria luz.

Quasares (quasar é uma abreviação de “quase estelar”) são buracos negros gigantes no centro das galáxias. São fortes emissores de luz e ondas de rádio. Esse tipo de corpo celeste gira muito rapidamente. Os astrônomos acreditam que são alguns dos objetos mais antigos e distantes do Universo.

FONTE:http://maisquecuriosidade.blogspot.com.br/2010/09/30-curiosidades-sobre-astronomia.html

Curso Balestilha

Nessa semana (02/02/2015 - 06/02/2015), as menias do Projeto Tecendo os Fios do Conhecimento Científico concluíram mais um curso através do projeto, sobre a Balestilha, (um artefato histórico usado  para medição), na UECE (Universidade Estadual do Ceará) .


Postado por: Ravenna Vieira                                                                                

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

No futuro, suas roupas serão lavadas por cardumes de peixes robóticos

Na Ásia, há uma espécie de peixe usada para fazer pedicure - chamado de Garra rufa, ou 'peixe-médico', o animal se alimenta da pele morta nos pés. Usando esse conceito, o designer Chan Yeop Jeong da Universidade Daegu, na Coreia do Sul, criou um conceito para lavadoras de roupa no futuro.
Em vez de usar sabão, pequenos peixes robóticos removem a sujeira da roupa - da mesma forma que o peixe-médico retira a pele morta dos pés, o cardume do "Pacera" é capaz de detectar a sujeira em roupas. Eles são capazes de limpar através de um sistema de sucção, aliado a uma solução alcalina capaz de encontrar e separar as moléculas de sujeira da fibra do tecido.
Ou seja, com a invenção, seríamos capazes de parar de usar sabão em pó, que, ao ser descartado em rios e mares com o esgoto, é extremamente prejudicial para peixes.
FONTE: http://revistagalileu.globo.com/

Arquiteto cria projeto de moradias infláveis e de baixo custo para comunidades carentes

Imagine uma cidade pobre destruída pela guerra. Boa parte dos moradores seria alojada em abrigos temporários feitos de lona ou outro material barato, e o processo de reconstrução levaria anos, talvez décadas. Foi pensando em situações como essa que o arquiteto Nicólo Bini aprimorou o conceito desenvolvido por seu pai, Dante Bini, há 50 anos: os Binishells, casas de concreto em formato de conchas moldadas por uma bexiga gigante e construídas a custos baixíssimos e em curto espaço de tempo (veja ao lado). A diferença é que essa nova versão, além de possuir todas as vantagens da anterior, ainda é de baixo impacto para o meio ambiente.
O foco da empresa dos Bini segue sendo as moradias para desabrigados, mas Nicólo também acredita que os Binishells podem ser usados para erguer construções maiores, como escolas e estádios. Até modelos para habitações de renda média e residências e resorts privados ele já criou. “Muita coisa mudou desde que meu pai desenvolveu a técnica. O que resta é a ideia brilhante de usar a pressão do ar para levantar e dar forma às construções”, explica Nicólo. Os Binishells usam metade dos recursos, custam metade do preço,  e podem ser construídos três vezes mais rápido do que as casas tradicionais. No total, já foram construídas mais de 1,6 mil dessas estruturas em 23 países ao redor do mundo.
FONTE:http://revistagalileu.globo.com/

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ONDAS

 
As ondas são perturbações que se propagam no espaço, ou em meios materiais, transportando energia. De acordo com a sua natureza, as ondas podem ser classificadas em dois tipos:
  1. Ondas mecânicas: são as ondas que se propagam em meios materiais. Por exemplo: as ondas marítimas, ondas sonoras, ondas sísmicas etc. A descrição do comportamento desse tipo de onda é feita pelas Leis de Newton.
  2. Ondas eletromagnéticas: são resultado da combinação de campo elétrico com campo magnético. Sua principal característica é que não precisam de um meio material para propagarem-se. São exemplos desse tipo de onda a luz, os raios X, as micro-ondas, ondas de transmissão de sinais entre outras. Essas Leis são descritas pelas Equações de Maxwell.
Outra classificação das ondas é feita considerando-se a direção de vibração. De acordo com essa característica, uma onda pode ser definida como:
  1. Transversal: quando as partículas do meio de propagação vibram perpendicularmente à direção de propagação da onda. Um exemplo desse tipo de onda é a luz.
  2. Longitudinais: quando as partículas do meio de propagação vibram na mesma direção em que a onda se propaga, como é o caso das ondas sonoras.
Por fim, quanto à direção de propagação, as ondas podem ser classificadas em:
  • unidimensionais: quando se propagam em apenas uma direção, como a onda em uma corda;
  • bidimensionais: se a propagação ocorre em duas direções, que é o caso da onda gerada por uma perturbação na água;
  • ondas tridimensionais: que se propagam em três dimensões, como as ondas sonoras.
Propriedades das ondas
Para estudar uma onda, precisamos conhecer algumas de suas propriedades, tais como: a velocidade de propagação, a amplitude, o período e a frequência. Para uma melhor compreensão dessas propriedades, veja a seguir a representação gráfica de uma onda:
Representação gráfica de uma onda
Representação gráfica de uma onda
O comprimento de onda, que pode ser representado pela letra λ, é a distância entre valores repetidos em uma forma de onda. É calculado com a equação:
λ = c
     f
Sendo:
λ – o comprimento de onda;
c – velocidade da luz no vácuo (possui valor igual a 3.108m/s);
f – frequência da luz.
A partir de λ, podemos calcular a velocidade de uma onda com a seguinte fórmula:
v = λ
     T
Sendo:
v – velocidade da onda;
λ – comprimento da onda;
T – período.
O período é definido como o espaço de tempo necessário para uma onda caminhar um comprimento de onda.
A frequência é o inverso do período:
f = 1
    T
​Por Mariane Mendes
Graduada em Física ondas são perturbações que se propagam no espaço, ou em meios materiais, transportando energia. De acordo com a sua natureza, as ondas podem ser classificadas em dois tipos:

  1. Ondas mecânicas: são as ondas que se propagam em meios materiais. Por exemplo: as ondas marítimas, ondas sonoras, ondas sísmicas etc. A descrição do comportamento desse tipo de onda é feita pelas Leis de Newton.
  2. Ondas eletromagnéticas: são resultado da combinação de campo elétrico com campo magnético. Sua principal característica é que não precisam de um meio material para propagarem-se. São exemplos desse tipo de onda a luz, os raios X, as micro-ondas, ondas de transmissão de sinais entre outras. Essas Leis são descritas pelas Equações de Maxwell.
Outra classificação das ondas é feita considerando-se a direção de vibração. De acordo com essa característica, uma onda pode ser definida como:
  1. Transversal: quando as partículas do meio de propagação vibram perpendicularmente à direção de propagação da onda. Um exemplo desse tipo de onda é a luz.
  2. Longitudinais: quando as partículas do meio de propagação vibram na mesma direção em que a onda se propaga, como é o caso das ondas sonoras.
Por fim, quanto à direção de propagação, as ondas podem ser classificadas em:
  • unidimensionais: quando se propagam em apenas uma direção, como a onda em uma corda;
  • bidimensionais: se a propagação ocorre em duas direções, que é o caso da onda gerada por uma perturbação na água;
  • ondas tridimensionais: que se propagam em três dimensões, como as ondas sonoras.
Propriedades das ondas
Para estudar uma onda, precisamos conhecer algumas de suas propriedades, tais como: a velocidade de propagação, a amplitude, o período e a frequência. Para uma melhor compreensão dessas propriedades, veja a seguir a representação gráfica de uma onda:
Representação gráfica de uma onda
Representação gráfica de uma onda
O comprimento de onda, que pode ser representado pela letra λ, é a distância entre valores repetidos em uma forma de onda. É calculado com a equação:
λ = c
     f
Sendo:
λ – o comprimento de onda;
c – velocidade da luz no vácuo (possui valor igual a 3.108m/s);
f – frequência da luz.
A partir de λ, podemos calcular a velocidade de uma onda com a seguinte fórmula:
v = λ
     T
Sendo:
v – velocidade da onda;
λ – comprimento da onda;
T – período.
O período é definido como o espaço de tempo necessário para uma onda caminhar um comprimento de onda.
A frequência é o inverso do período:
f = 1
    T
​Por Mariane Mendes
Graduada em Física